Monday, July 25, 2005

As duas churrasqueiras - TOMO II

À próxima paragem, um agradável recanto de ar acolhedor, quando nos aproximava-mos, esperançosos, da porta de entrada fomos recebidos com um caloroso “O que é que querem???!!!!” (vindo de alguém que parecia ter estado escondido atrás da porta à espera de algo....) ao que respondemos com prontidão de exército “Jantar?????!!!!” “Ah!!!! ... Nesse caso, arranja-se qualquer coisinha”, frase que se esgueirou por entre um sorriso seboso e um esfregar de mãos ardiloso, com os olhos a brilhar de forma muito, mas muito, estranha. “Então... e tem frango assado?” Ao que se seguiu um pausa, em que se ouvia o bater de vários corações. “FRANGO?????!!!!!! Atão, mas’isto é alguma churrasqueira ou quê?????!!!!!!” (!) Descobrimos nesse instante, e confirmámos mais tarde, que em Coimbra, o frango é uma ave rara, parecendo ser mais fácil comer bifes de rena ou escalopes de mamute, do que um simples pito assado.
Seguimos caminho para um restaurante ligeiramente maior, com bastante gente lá dentro, onde ansiávamos comer qualquer coisa que fosse, tão esfomeados/frustrados que estávamos.
Neste sítio esperávamos encontrar tudo o que pudéssemos querer. O placar indicava “Restaurante / Churrasqueira / Pizzaria / Café / Snack-bar”. Ficámos maravilhados, a contemplar tamanha obra, que nos parecia um oásis no meio do deserto. Mal podíamos saber o que nos esperava!! Entrámos, pedimos para nos indicarem a mesa e sentámo-nos. Após detalhada análise do menú, rejubilámos por ver que pelo menos o frango se encontrava incluído e em duas variedades: frango assado e coxinhas de frango. Contudo, nem sinal de pizza. Ao que perguntámos ao empregado, que de forma um pouco embaraçada, mas sempre muito convicta nos disse que não faziam, nem serviam pizzas. “Mas, mas... e o letreiro lá fora??!” “Ah pois, de facto... sabe, o letreiro engana UM BOCADINHO!! É que inicialmente era para ser pizzaria, mas depois não deu e deixámos lá ficar o letreiro” (!) Perante esta vertiginosa constatação, decidimos voltar à nossa ideia inicial de saborear um franguinho assado. “E frango? Mas frango tem?!!!” “Sim, sim. Só não há o que está assinalado no menúzinho.... mas.... deixe cá ver que esse menú não está.... eu arranjo-lhe outro!” Antes mesmo de o empregado chegar ao menú CORRECTO, que curiosamente se encontrava, eis senão onde, dentro do balcão longe de tudo o que é mesa (!), perguntámos se havia frango assado, respondendo-nos que ia perguntar para ter a certeza, entregando-nos em mão o menú. Enquanto o solícito (e um pouco oleoso) empregado estava a comunicar com os seus assessores directos no interior da cozinha, verificámos que a maldita ave estava assinalada como indisponível (para comparecer nesta maldita cidade, nesta maldita noite). “Peço imensa desculpa, mas afinal também não há frango.” “E comida há?!!!!” foi o pensamento que nos urgiu gritar….

A irmandade do franguito - TOMO I

A quem estiver interessado em saborear os prazeres típicos de um roteiro gastronómico na zona do centro do país acautele-se. Eis um simples relato de como uma simples saída para jantar se tornou numa saga à la Indiana Jones, com ligeiros laivos do Exorcista. Por exemplo, jantar em Coimbra a partir da 21h00 é, em certos locias, pecado punível com pena de humilhação pública. Tudo começou com um simples “Podemos jantar?” (já que a porta do restaurante já se encontrava ENCOSTADA). Nota de redacção – estava uma amena noite de uns agradáveis -2 ºC e uma simpática arajenzinha que constipava corria no ar. Quão grande a nossa ingenuidade quando ouvimos da empregada, uma jovem imbuída de um ar dinâmico e empreendedor, com ar estupefacto e admirado, um rotundo “Já estamos fechados, não servimos jantares. Aliás, daí a porta FECHADA. Nota de redacção – o restaurante ainda se encontrava ligeiramente cheio, ou melhor (e fazendo mais juz à situação real) pouco vazio... Bom, decidimos procurar um outro restaurante onde pudéssemos satisfazer tão recentemente descoberta excêntrica necessidade.

O início...

Howdy hoooooooooooo folks!!!!!